22 de julho de 2012

4 de julho de 2012

Minh'alma

Minh'alma partida
despadaçada, dolorida.

Meus olhos cansados,
fartos já de tanta solidão.

Minh'alma mais uma vez
escura e fria.

Já não há desespero,
também não há forças.
Só há cansaço,
desejo forte e intenso
de que nem alma exista.

Minh'alma está seca,
não há sequer lágrimas
para que ela possa, ao menos,
lembrar o que é vida!

7 de julho de 2011

mundo cruel?

Lutando sem forças:
encarar os mesmos olhos,
mesmas situações.

Já não tenho resposta:
meu corpo se nega a caminhar
a estender os braços.

Aqui estou
lutando sem forças
me debatendo nos labirintos
da descrença, da desesperança
da crueldade.

meu corpo estaria inerte?
teimosamente.

Sigam!
Caminhem!
Eu estou chegando!
Com forças para lutar pelo que importa!
Querendo novos olhos para criar novas situações.

Sigam!
Minhas esperanças seguem juntas!

18 de junho de 2011

de todo coração uma lágrima.
uma lágrima
de recusa,
de salvação.

Uma lágrima de todo coração,
de toma alma,
de toda gota de vida.

uma lágrima que possa sarar essa chaga exposta,
essa vontade de encontrar a tua boca,
de ter teu cheiro em mim.

uma felicidade sem chegadas,
sem volta...

19 de abril de 2011

A dor maior
É não me permitir
Transmutar em palavras
O verdadeiro sentimento
Que aqui dentro grita
Sentimento que me arrebenta o peito
Que até me faz acreditar.
Mas aí eu me lembro:
Coração pequeno,
Para lua tão cheia.



13 de novembro de 2010

Porque nossos olhos não alcançam além da cortina cotidiana?
Porque nossos olhos estão voltados para as miúdas necessidades?
Dispensáveis necessidades.
Somos incapazes de ver o Universo presente no ser a nossa frente.
Nossos olhos não enxergam a essência.
A simplicidade
Ou mesmo a sinceridade.

Estamos bem treinados
Em não sermos humanos,
Em não vermos além do que querem que vejamos.
Estamos bem treinados a nos preocupar com as ilusória necessidades
Em aceitarmos as regras, mesmo que signifique sangrarmos, por toda uma vida.
Estamos felizes.
Sofrendo e chorando,
Sobrevivendo sem Vida,
Mortos!
Sim, mortos!
Repetindo a mesma receita,
A mesma desgraçada experiência,
A mesma amarga e inquestionável ilusão.
Estamos Cegos.

19 de setembro de 2010

Qual véu?

Quero acordar.
Quero olhar para outro mundo.

Acreditava na queda do véu,
Na revelação dos segredos,
No conhecimento como liberdade.
Mas ainda não enxergo nada.

Talvez não exista véu nenhum,
Talvez não haja segredo algum.

2 de setembro de 2010

"Por um pouco de paz"

sinto meu coração rachar, está descompassado. descompassado com a realidade que tanto me dói. me dói a tristeza do olhar que deveria ser de ingenuidade e alegria. me dói a minha incapacidade de torna este olhar em esperança. me dói enxergar a desesperança onde deveria haver Vida.

25 de agosto de 2010

Por um pouco de sol,
por um pouco de luz,
por um instante que seja dos teus olhos nos meus olhos.

Pela minha salvação,
Por mim.

Pelas escuridão destes dias,
Pelo medo de dobrar as esquinas,
Pelo ar que não temos,
Pela gélida palavra que nossos corações carregam
E que nossa boca não se cansa de repetir.

Por um pouco que seja do teu corpo no meu corpo,
Da tua vida na minha vida.
Por tua sede que não é de mim,
Por teus braços que não é o meu refúgio.

Dar-me um pouco da certeza
Para as minhas infinitas dúvidas.

Dar-me um pouco de ti.

6 de março de 2010

Conversas de noite inteira

Eu teria força para tuas palavras?
Forças que nunca existiram?
Não teria.
Ficaria mais uma vez inebriado
E perdido entre dores no peito e disritmia.
Perderia-me no teu olhar e
Não encontraria mais saída.
E quando eu menos percebesse,
Eu descompasso para seu compasso.
Carregaria amor e medo.
Ouvindo a canção emanada do meu eu mais puro,
Sincero e cego às brutalidades destes dias.

11 de dezembro de 2009

Tarde de Domingo

No passo desconhecido entendo o que sou
e talvez para onde vou,
entendo a confusão,
entendo o engano.

Olho para o que passou e
quisera eu que meus olhos fitassem o horizonte adiante,
quisera eu encotrar a Vida todos os dias,
em todos os olhos,
em todos os seres.

9 de setembro de 2009

Toda paixão,
Toda bela paixão
Nasce de um encantamento.
Nos torna possíveis
E viver não já é tão improvável,
Até parece belo,
Cômodo,
Até aparece não doer,
Mas dói.

Como um caminho diário
Olhando sempre para o outro lado do vidro,
Outro lado da linha.
Às vezes só existindo.

Seria tão belo,
Seria tão vida,
Mas não para estes olhos,
Não para esta pele

15 de agosto de 2009

Se estou sem esperanças
Ou se essas me falham,
É porque o brilho dos olhos teus
São por olhos que não são meus.
As trilhas dos teus passos
Meus pobres pés não poderão seguir.
Meus ouvidos não podem te ouvir.
E meu coração continuará batendo
Ora descompassado, ora deslumbrado,
Por fim ciente de que as tuas batidas são de outro compasso.

13 de agosto de 2009

Mundo,
Me leva
Nos teus
Passos tortos
Pelos sonhos
Dos vagabundos
Da noite perdida
Na tentativa
Desesperada
De fugir
Da morte
De cada dia.

E tentar evitar
Os lábios
Do desespero
E da insanidade.

Conseguir te buscar
Na imensidão do mar
E te amar
Além do que poderia sentir.

Te amar e sentir os teus lábios
Sentir o teu corpo.
E seguir
Em mim
Sem você
Com a certeza
Da morte de hoje,
Que ainda não me alcançou.

30 de junho de 2009

Nestes dias caminhando
Por belezas tão raras

Passeando por sentimentos
Tão belos e frágeis

Acreditando em mentiras
Mentindo para acreditar

E mesmo o sentimento quase puro me entorpece
E não penso, e não sou, e não faço

Quase alguma coisa
Quase algum sentimento
Quase alguma verdade

Quase um mundo dentro de mim
Que não nasceu
Quase uma vida se revelou
E esvaneceu
Quase me encontro
E estou perdido
Quase encontro os teus olhos
Mas preciso fugir

Fugir de todo o belo
Fugir de toda a vida
E não te encontrar

Por um momento
Quase completo
E quase amo
Quase

23 de maio de 2009

de sonhos a cordas
de cordas a sons
de sons ao outro.

no outro o som
pulsando,
e em seu peito,
o cheiro e o som da vida.

adormeço
para ir aos sonhos.

13 de outubro de 2008

9 de setembro de 2008

A minha poesia é triste
Não encanta
Não sonha
Não é bela.

Minha poesia nem é poesia!

17 de agosto de 2008

o amor morreria,
dolorosamente.

se entregaria
não mais em alegria
mas em dor,
em olhos perdidos.

O amor morreria
antes que se findasse em mim.
morreria
anunciando a minha morte.
morreria
e,perdido no vazio da sua ausência,
me entrego.

25 de julho de 2008

Viver:
período de uma dolorosa adaptação
à outra.
Talvez quiséssemos mais,
talvez quiséssemos extrapolar,
talvez quiséssemos tocar o impossível,
o impalpável,
o que de tão real é invisível aos olhos,
de tão verdade incompreensível:
deus talvez,
amor,
a linha fina da sanidade.
Viver,
equilíbrio constante:
de um lado a loucura,
do outro o desconhecido.
Tocar nos dois.
Viver.
Reuni
protagonista e antagonista,
sim e não,
luz e trevas,
positivo e negativo.
Ser humano.
Ser louco.
Ser divino:
deus em potencial.
Demônio a cada dia.