Nestes dias caminhando
Por belezas tão raras
Passeando por sentimentos
Tão belos e frágeis
Acreditando em mentiras
Mentindo para acreditar
E mesmo o sentimento quase puro me entorpece
E não penso, e não sou, e não faço
Quase alguma coisa
Quase algum sentimento
Quase alguma verdade
Quase um mundo dentro de mim
Que não nasceu
Quase uma vida se revelou
E esvaneceu
Quase me encontro
E estou perdido
Quase encontro os teus olhos
Mas preciso fugir
Fugir de todo o belo
Fugir de toda a vida
E não te encontrar
Por um momento
Quase completo
E quase amo
Quase
30 de Junho de 2009
25 de Maio de 2009
Com contribuições de Anna Raissa
O som de cordas
em batidas ritmadas
torna a carne fria dos dias
em águas ardentes
e não somos mais puro ferro
somos a fina camada de gelo
de um lago frio e esquecido
que aos poucos volta a vida
com o sol da primavera
O som de cordas
em batidas ritmadas
torna a carne fria dos dias
em águas ardentes
e não somos mais puro ferro
somos a fina camada de gelo
de um lago frio e esquecido
que aos poucos volta a vida
com o sol da primavera
23 de Maio de 2009
de sonhos a cordas
de cordas a sons
de sons ao outro.
no outro o som
pulsando,
e em seu peito,
o cheiro e o som da vida.
adormeço
para ir aos sonhos.
de cordas a sons
de sons ao outro.
no outro o som
pulsando,
e em seu peito,
o cheiro e o som da vida.
adormeço
para ir aos sonhos.
13 de Outubro de 2008
9 de Setembro de 2008
17 de Agosto de 2008
o amor morreria,
dolorosamente.
se entregaria
não mais em alegria
mas em dor,
em olhos perdidos.
O amor morreria
antes que se findasse em mim.
morreria
anunciando a minha morte.
morreria
e,perdido no vazio da sua ausência,
me entrego.
dolorosamente.
se entregaria
não mais em alegria
mas em dor,
em olhos perdidos.
O amor morreria
antes que se findasse em mim.
morreria
anunciando a minha morte.
morreria
e,perdido no vazio da sua ausência,
me entrego.
25 de Julho de 2008
Viver:
período de uma dolorosa adaptação
à outra.
Talvez quiséssemos mais,
talvez quiséssemos extrapolar,
talvez quiséssemos tocar o impossível,
o impalpável,
o que de tão real é invisível aos olhos,
de tão verdade incompreensível:
deus talvez,
amor,
a linha fina da sanidade.
Viver,
equilíbrio constante:
de um lado a loucura,
do outro o desconhecido.
Tocar nos dois.
Viver.
Reuni
protagonista e antagonista,
sim e não,
luz e trevas,
positivo e negativo.
Ser humano.
Ser louco.
Ser divino:
deus em potencial.
Demônio a cada dia.
período de uma dolorosa adaptação
à outra.
Talvez quiséssemos mais,
talvez quiséssemos extrapolar,
talvez quiséssemos tocar o impossível,
o impalpável,
o que de tão real é invisível aos olhos,
de tão verdade incompreensível:
deus talvez,
amor,
a linha fina da sanidade.
Viver,
equilíbrio constante:
de um lado a loucura,
do outro o desconhecido.
Tocar nos dois.
Viver.
Reuni
protagonista e antagonista,
sim e não,
luz e trevas,
positivo e negativo.
Ser humano.
Ser louco.
Ser divino:
deus em potencial.
Demônio a cada dia.
16 de Junho de 2008
corações perdidos
vagando no escuro
em labirintos perigosos
sonhos mortos
amores largados
dores dores dores
Que mundo este
só de dores repleto
sem motivos para o riso
sem motivos para a felicidade
por que as paixões não são eternas
os sonhos realizados
por que tanta dor
por que olhos tão carregados
por que corações tão endurecidos
O que quer de nós?
Que amor esperas de corações tão anestesiados?
Que amor?
Que tipo de sentimento vais desperta em corações tão machucados?
vagando no escuro
em labirintos perigosos
sonhos mortos
amores largados
dores dores dores
Que mundo este
só de dores repleto
sem motivos para o riso
sem motivos para a felicidade
por que as paixões não são eternas
os sonhos realizados
por que tanta dor
por que olhos tão carregados
por que corações tão endurecidos
O que quer de nós?
Que amor esperas de corações tão anestesiados?
Que amor?
Que tipo de sentimento vais desperta em corações tão machucados?
25 de Maio de 2008
Numa noite
meus olhos
em outros olhos
pousaram
sem dor
sem medo
sem desespero.
estes olhos
de vida tão cheio
de brilho tão desejo
devolve
a estes olhos
a esperança.
em outros olhos
pousaram
sem dor
sem medo
sem desespero.
estes olhos
de vida tão cheio
de brilho tão desejo
devolve
a estes olhos
a esperança.
18 de Maio de 2008
Comentários sobre o fogo
...fogo que arde
dentro de mim.
Chamas consumindo
a vida que principiou na luz,
da vida em doação,
em servidão,
vida até o fim ardente...
chora...
e as lágrimas queimam.
são elas o combustível,
as intermediárias da chama.
fogo de mim,
frio.
fogo belo
e terno no outro.
dentro de mim.
Chamas consumindo
a vida que principiou na luz,
da vida em doação,
em servidão,
vida até o fim ardente...
chora...
e as lágrimas queimam.
são elas o combustível,
as intermediárias da chama.
fogo de mim,
frio.
fogo belo
e terno no outro.
21 de Abril de 2008
Longe (ou Anna)
Saudade doce:
De café,
De beijo,
De cheiro,
De toque.
Saudade pele:
Colo,
Seca,
Riso.
Dos cabelos:
Que ficam
Que vão.
Saudade água
De puro sal.
25 de Setembro de 2007
18 de Setembro de 2007
30 de Julho de 2007
Poder
O Poder institucional.
Subvertido
Tomado por aqueles que O merecem.
Por aqueles que são donos de verdade.
No coração do Poder
Jovens brincam de Revolução,
No coração do Poder
Se ouve o cerrado,
Se ouve a voz do Poder verdadeiro.
Subvertido
Tomado por aqueles que O merecem.
Por aqueles que são donos de verdade.
No coração do Poder
Jovens brincam de Revolução,
No coração do Poder
Se ouve o cerrado,
Se ouve a voz do Poder verdadeiro.
Dúvidas ou desejos?
Talvez eu
só quisesse que um sonho se realizasse.
Talvez eu
quisesse está muito longe daqui.
Talvez eu
só quisesse ser eu para todo mundo.
Talvez eu
quisesse voltar no tempo.
Talvez eu
só quisesse que tudo isso passasse.
Talvez
sonho ao longe
Talvez
ser eu no tempo
Talvez
eu passasse.
só quisesse que um sonho se realizasse.
Talvez eu
quisesse está muito longe daqui.
Talvez eu
só quisesse ser eu para todo mundo.
Talvez eu
quisesse voltar no tempo.
Talvez eu
só quisesse que tudo isso passasse.
Talvez
sonho ao longe
Talvez
ser eu no tempo
Talvez
eu passasse.
11 de Julho de 2007
22 de Junho de 2007
EU TE AMO
amor?
não existe!
em mim não existe.
amor?
não,
aqui não!
Talvez nas palavras distantes de jovens felizes e enloquecidos!
amor?
em mim?
olha
nos meus olhos!
É CARNE,
EU SEI!
MAS TEM AMOR AÍ.
NESSA CARNE,
DURA E ESTÉRIL TEM AMOR.
TEM AMOR LÁ?
LÁ NÃO.
LÁ SÓ TEM O DESEJO.
O DESEJO,
NECESSIDADE BÁSICA.
LÁ SÓ RESSOA NA CARNE
A PODRIDÃO DO HOMEM LIXO!
não existe!
em mim não existe.
amor?
não,
aqui não!
Talvez nas palavras distantes de jovens felizes e enloquecidos!
amor?
em mim?
olha
nos meus olhos!
É CARNE,
EU SEI!
MAS TEM AMOR AÍ.
NESSA CARNE,
DURA E ESTÉRIL TEM AMOR.
TEM AMOR LÁ?
LÁ NÃO.
LÁ SÓ TEM O DESEJO.
O DESEJO,
NECESSIDADE BÁSICA.
LÁ SÓ RESSOA NA CARNE
A PODRIDÃO DO HOMEM LIXO!
14 de Maio de 2007
...os erros são todos meus
e os assumo
estes erros estão aí
olhem
cutuquem
já doeu e dói
nada muda isso
estou em chagas
não cheguem perto
meu peito é a maior delas
escorre dele um sangue negro
viscoso, purulento, mal cheiroso
não me ajudem
não me matem
não me transformem...
Se
assim
sou,
é
por
não
negar
a
minha
origem
entre
os
homens.
e os assumo
estes erros estão aí
olhem
cutuquem
já doeu e dói
nada muda isso
estou em chagas
não cheguem perto
meu peito é a maior delas
escorre dele um sangue negro
viscoso, purulento, mal cheiroso
não me ajudem
não me matem
não me transformem...
Se
assim
sou,
é
por
não
negar
a
minha
origem
entre
os
homens.
2 de Maio de 2007
∞resta-nos um pouco de força
depois da longa tempestade
para que
possamos criar novamente a vida
trabalhar a terra
resta-nos um pouco de calor
após tanto frio
resta-nos ainda força
para sermos
para sermos
resta-nos ainda força
após tanto frio
resta-nos um pouco de calor
depois da longa tempestade
resta-nos um pouco de força
para sermos
resta-nos força
ainda e pouca
resta-nos um pouco de calor
para sermos
um pouco de calor∞
depois da longa tempestade
para que
possamos criar novamente a vida
trabalhar a terra
resta-nos um pouco de calor
após tanto frio
resta-nos ainda força
para sermos
para sermos
resta-nos ainda força
após tanto frio
resta-nos um pouco de calor
depois da longa tempestade
resta-nos um pouco de força
para sermos
resta-nos força
ainda e pouca
resta-nos um pouco de calor
para sermos
um pouco de calor∞
4 de Abril de 2007
Numa Noite de Luar
Finalmente
Teus olhos
Em outros olhos
Pousaram.
E nestes desconhecidos olhos,
Este íntimo coração,
Em fim esquecido,
Só poderia
Uma última vez
Obscurece-se.
Meus olhos
Esquecidos
Vagam
Pela noite enluarada
Teus olhos
Em outros olhos
Pousaram.
E nestes desconhecidos olhos,
Este íntimo coração,
Em fim esquecido,
Só poderia
Uma última vez
Obscurece-se.
Meus olhos
Esquecidos
Vagam
Pela noite enluarada
13 de Março de 2007
Desejo e Carne
Só que desejo,
Agora vejo,
Não é feito só de carne.
O desejo,
Entre braços,
Quer o além carne,
Mesmo que carne venha a ser.
Na carne o desejo nasce,
Mas só no além carne,
Ele se propaga.
Carne!
Meu peito é só dor.
Feito de só carne.
Mas em meu corpo,
O sangue esquenta,
Fecho os olhos,
O desejo propaga,
No que está na carne,
Mas carne não é.
Agora vejo,
Não é feito só de carne.
O desejo,
Entre braços,
Quer o além carne,
Mesmo que carne venha a ser.
Na carne o desejo nasce,
Mas só no além carne,
Ele se propaga.
Carne!
Meu peito é só dor.
Feito de só carne.
Mas em meu corpo,
O sangue esquenta,
Fecho os olhos,
O desejo propaga,
No que está na carne,
Mas carne não é.
12 de Fevereiro de 2007
Essa Noite
Essa noite
Nos teus olhos
Encontro
Minha redenção.
Essa noite
Nos teus braços
Reconheço
Minha ilusão.
Essa noite
Na tua boca
Me apresento.
Essa noite,
Tão distante.
Desencontro.
2 de Fevereiro de 2007
Tudo ou nada
Tudo ou nada!
Na jogada certa:
o inesperado.
Tudo ou nada!
No rolar dos dados,
o que será escolhido?
O Amor?
A Paixão?
O Beijo entre braços ternos?
Tudo ou nada!
No outro
ou sozinho.
Tudo ou nada!
Na constante
inconstância
do viver.
Tudo ou nada!
E olhos
cansados das dores
de cada dia
mais uma vez
se arriscam,
no tudo ou nada.
Na jogada certa:
o inesperado.
Tudo ou nada!
No rolar dos dados,
o que será escolhido?
O Amor?
A Paixão?
O Beijo entre braços ternos?
Tudo ou nada!
No outro
ou sozinho.
Tudo ou nada!
Na constante
inconstância
do viver.
Tudo ou nada!
E olhos
cansados das dores
de cada dia
mais uma vez
se arriscam,
no tudo ou nada.
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